Apesar do aumento de riscos de enchentes provocado pelo excesso de chuvas em dezembro de 2009 e janeiro de 2010, o valor dos seguros de automóveis na região de Rio Preto deverá permanecer inalterado este ano. É o que garante o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor), Leôncio de Arruda. Arruda esteve na cidade para participar de um evento, o “Sincor SP vem até você 2010”, onde discutiu com os corretores as ações de fortalecimento da categoria e as perspectivas do mercado de seguros.
“Com as chuvas, registramos um aumento em média de 25% nas sinistralidades nos seguros de automóveis na Capital”, disse Arruda. Por conta disso, as seguradoras irão reavaliar seus custos agora em março, o que deve gerar um aumento de 10% a 20% no preço dos seguros, principalmente na Capital e região do ABC, onde houve o aumento de ocorrência. “Nas outras regiões, os preços devem permanecer inalterados”, disse.
No entanto, o presidente do Clube dos Corretores de Seguro de Rio Preto e Região, Mauro Laranja, diretor do Sincor, acredita em aumento sim nos preços das apólices na região, embora com menor intensidade. “As corretoras trabalham em sistema de mutualismo e distribui seus custos. Mas acho que os aumentos serão proporcionais e não igualitários”, afirmou.
Crescimento
O mercado de seguros no Estado de São Paulo apresentou um crescimento de 16% no ano passado e a expectativa é de um crescimento de 20% em 2010. Esse crescimento é atribuído a estabilização da moeda. O Estado representa 50% do mercado de seguro nacional.
Embora ainda não tenha números fechados, o mercado regional de seguros, segundo Laranja, cresceu entre 12% e 15% no ano passado, comparado a 2008. O ramo que mais cresceu nos últimos 10 anos foi o prestamista, aquele em que a dívida é quitada em caso de morte do titular. O aumento foi de 1.000%
O mercado de seguros está em alta na região em função da estabilidade da economia, que provocou aumento da procura por seguros como residencial e previdência privada.
“Antes, as pessoas asseguravam os veículos que eram os bens de maior risco, mas hoje elas pensam na proteção pessoal e em uma reserva familiar para o futuro”, disse laranja. O setor de seguros não foi abalado de crise financeira internacional e fechou 2009 com crescimento médio acima de 12%, englobando seguros gerais, previdência, capitalização e resseguro.
O faturamento chegou na casa dos R$ 100 bilhões De acordo com informações da Susep, o mercado segurador brasileiro, movimenta hoje cerca de 4% da economia brasileira. Em 2008, comparado com 2007 esse mercado cresceu 15% no Brasil, apesar da crise.
Previsão
Para 2010, o superintendente da Susep, Armando Vergílio, estima que o crescimento do mercado segurador deverá oscilar entre 16% a 20% em comparação a 2009, levando em consideração a perspectiva de retomada do crescimento econômico no país e o reaquecimento da indústria, do comércio e serviços.
Em relação ao mercado de resseguros, o País encerrando o ano com 73 resseguradoras em operação nas diversas modalidades, sendo seis resseguradoras locais, e o restante resseguradoras admitidas e eventuais, além de 32 corretoras de resseguro. Ou seja, mais de 100 novas empresas operando. O faturamento estimado para o mercado de resseguro brasileiro em 2009 foi de R$ 6 bilhões.
Fonte: Diário da Região, em 06/02/2010